A aromaterapia tem sido cada vez mais conhecida. Já sabemos que a Lavanda pode nos auxiliar a diminuir a ansiedade, e que o Alecrim pode nos ajudar a ter mais foco e concentração. Por outro lado, você pode ter um óleo essencial que é muito especial pra você, e esse óleo, mesmo sendo energizante, por exemplo, te faz sentir uma profunda tranquilidade. Já pensou em como esses efeitos acontecem?

Vamos listar 3 benefícios diferentes da aromaterapia, ou seja, 3 maneiras pelas quais um óleo essencial pode te trazer um efeito terapêutico. E, trazendo isto para a prática, você vai entender também como você pode usufruir desses efeitos utilizando um óleo essencial no seu colar difusor.

1- A alopatia natural

Ao contrário do que muitos pensam, os óleos essenciais funcionam de maneira parecida com os medicamentos sintéticos: a partir de um efeito farmacológico (ou seja, químico) em nosso organismo. É assim que, geralmente, eles promovem aqueles efeitos que eu citei no início do texto, como redução da ansiedade ou aumento de concentração e foco. Óleos essenciais são também uma forma de alopatia. É uma alopatia natural! Incrível, não é mesmo?

Mas, como sabemos, os medicamentos (e tudo que exerce um efeito farmacológico) têm também os efeitos não desejados. Esses efeitos (colaterais e adversos, já ouviu falar?) podem gerar uma reação desagradável.
Quando nós temos uma orientação profissional, é muito mais fácil evitar a ocorrência dos efeitos indesejados. Já quando não temos essa orientação, todo cuidado é pouco! Um dos cuidados, no caso do uso no colar difusor, é a dose utilizada, como você vai ver logo abaixo.

Um óleo essencial realmente poderia oferecer esses efeitos farmacológicos (os terapêuticos e os indesejados) se usado no colar difusor? Um pouco, sim!
Se você fizer algumas inalações profundas, logo que você inserir o óleo, sim, você vai experimentar um pouco de efeito farmacológico (os bons e os indesejados!). Esse efeito será especificamente em nosso sistema nervoso central (é o efeito fisiológico possível de ser obtido através de uma inalação!). Ou seja, será possível atenuar sintomas de ansiedade, aliviar dores de cabeça, estimular o seu sistema nervoso a se “concentrar”, dentre outros efeitos. Assim como será possível causar ansiedade e agitação em um momento onde você não deseja sentir isso, caso você escolha o óleo inadequado para a sua finalidade.

De qualquer forma, na inalação via colar difusor, teremos efeitos geralmente mais tênues (isso varia de organismo para organismo). E, justamente por isso, temos um benefício!
Quando precisamos realmente de um efeito mais leve, essa é uma ótima maneira de fazer a inalação de óleos essenciais.

Por exemplo, sabe aquele momento que você vai ao dentista e isso te causa certa ansiedade e nervosismo? Então, esse seria um momento perfeito para uso da aromaterapia no colar difusor! Será um efeito terapêutico pontual, exatamente naquele momento em que você está precisando, e com risco mínimo de efeitos não desejados. Mas, lembre-se de fazer no mínimo 3 inalações profundas, logo que você inserir o óleo essencial no colar difusor!

Sobre a dose, é difícil determinar e te ensinar uma “receita”, sem te conhecer e compreender a sua necessidade. Comece
utilizando 1 gota e observe se essa quantidade foi o suficiente para te proporcionar o efeito medicinal desejado. Se você tiver um efeito indesejado, suspensa o uso imediatamente e busque orientação profissional.

Como escolher o óleo essencial para utilizar?

A escolha, pelas finalidades farmacológicas, é feita, geralmente com orientação profissional. O uso de óleos essenciais e plantas medicinais é uma forma de automedicação, assim como com medicamentos sintéticos. A automedicação de certa maneira nos traz autonomia, mas, pode trazer riscos. Sempre recomendo que se faça de maneira autônoma os cuidados básicos de saúde, e que eles sejam feitos a partir de fonte confiável de orientação emsaúde.

Importante ressaltar que para tratamentos prolongados, onde a ansiedade, por exemplo, já é mais constante ou até crônica, o uso do óleo essencial no colar difusor é recomendado como complementar à outras formas de uso. E, nesse caso, é imprescindível a orientação de um profissional de saúde especializado nesta prática. Utilizar a aromaterapia como um tratamento, pelo viés farmacológico, é complexo, assim como utilizar medicamentos.

 

2- A personalidade olfativa: perfume pessoal!

Não é só pelos mecanismos alopáticos que a aromaterapia funciona. E um outro mecanismo terapêutico é o uso de aromas que sejam familiares à sua personalidade. Ou seja, que irão te trazer um bem estar imediato, sem relação direta com as propriedades farmacológicas do óleo essencial.
Este efeito é, tecnicamente falando, uma prática não farmacológica de aromaterapia. Um efeito terapêutico, que ocorre a partir de uma via olfativa, mas, que não requer de uma propriedade química do óleo essencial para que o benefício seja usufruído.

Mas, como funciona essa ação?
Ela funciona através do significado que você associa ao óleo. É uma questão de sentir! Se você ama cheiro de terra molhada, por exemplo, e você conheceu o aroma do óleo essencial de Vetiver, é possível que você sinta um bem estar inato ao inalar o cheiro do óleo, já que ele se parece tanto com o cheiro de terra molhada que você ama.
Trata-se de familiaridades olfativas. Tendemos a nos sentir tranquilos e acolhidos quando estamos próximos do que é familiar. E, podemos associar os cheiros à esses estados de acolhimento.
Medite sobre quais cheiros são familiares a você, sobre quais fazem parte da sua personalidade! Se quiser, escreva sobre isso, tendo em mãos uma lista de quais aromas te fazem bem. Essa também é uma forma de ter farmácia caseira, já pensou nisso?

Esta é, sem dúvidas, uma prática individual. Todos temos personalidades diferentes e precisamos buscar nos conhecer para compreender quais cheiros nos agradam. É como escolher perfume, só você será capaz de definir qual têm a sua cara.

Para fazer um uso seguro da aromaterapia por esse método, ou seja, para evitar os efeitos químicos (farmacológicos) dos óleos essenciais, utilize apenas 1 gota do óleo essencial em seu colar difusor, e evite fazer muitas inalações profundas. Inale apenas o suficiente para que você sinta a emoção e estado de espírito desejado!

 

3- As memórias olfativas: efeitos terapêuticos pela via olfativa límbica

Essa prática é muito parecida com a anterior, no sentido de as duas serem práticas terapêuticas não farmacológica. A diferença entre as duas é que, para a primeira, basta ter uma familiaridade com o aroma para obter o efeito terapêutico, já para o mecanismo das memórias olfativas, é necessário ter uma emoção ou acontecimento associado ao cheiro.

Como isso funciona?
O exemplo clássico é o chá de capim santo e a casa de mãe/vó. É muito comum o uso desse chá no Brasil, pelo seu fácil cultivo (Cymbopogon citratus – procure por esse nome pra ver a imagem da planta! Ela tem vários nomes populares, capim santo é apenas um deles). Talvez, você tenha tomado esse chá na casa de sua vó, mãe ou uma tia. E, é uma possibilidade que você tenha criado uma memória olfativa positiva. Ou seja, que você tenha associado o cheiro e o gosto do chá de capim santo ao
acolhimento sentido na casa da vó.
Quando fazemos essas associações entre cheiros e emoções (essa é uma forma de nosso sistema nervoso central armazenar as memórias), as emoções sentidas podem ser evocadas da sua memória através do contato com o cheiro associado.

Sabe onde está o benefício dessa prática?
Em poder trazer, intencionalmente, um estado de bem estar, segurança, acolhimento, em um momento onde esses sentimentos sejam necessários.
Lembre-se do exemplo de ir ao dentista. Já imaginou que maravilhoso seria poder levar aquele aconchego da casa de vó para esse momento tenso? Você vai amenizar a tensão proporcionada pelo fato de ir ao dentista pelo
mecanismo de resgatar um sentimento de segurança através do aroma (considerando o meu exemplo, seria com o óleo essencial de Capim limão/Lemongrass – o Cymbopogon citratus). Essa é uma prática que requer autoconhecimento. Requer que você vá
buscando em suas memórias bons momentos e se perguntando se eles têm algum cheiro.
Algumas vezes, essas memórias podem vir ao você ter contato com os aromas. Observe!

Para usufruir dos benefícios, utilize 1 gota do óleo essencial no seu colar difusor, no momento em que for necessário ter acesso ao sentimento associada ao aroma. Inale o suficiente para se conectar a essa memória boa e ao que ela traz.

Um aviso importante é que, assim como temos memórias olfativas positivas, temos também memórias olfativas negativas! Evite utilizar aromas que resgatem situações ruins sem um suporte psicológico.

Conta pra gente: você sabia de todos esses benefícios da aromaterapia? A aromaterapia pode nos ajudar muito, quando praticada com base em conhecimentos seguros e nos cuidados da saúde!

 

 

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Obs: este conteúdo foi produzido com embasamento científico e visa oferecer conscientização em saúde. A prática de automedicação sem orientação profissional é desaconselhada.

Fundadora da ÂNIMA – Laboratório & Escola de Farmácia natural.

Graduou-se em Farmácia e se especializou em Farmácia natural por meio da capacitação em Fitoterapia clínica pelo CRF-MG, e por sua formação complementar em Aromaterapia, realizada no Instituto Brasileiro de Aromatologia.

Se dedica às ciências farmacêuticas e à atuação profissional em que acredita desde 2009.

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